sexta-feira, 1 de julho de 2011

O QUE É SOLIPSISMO?

O termo deriva do latim solus (só), + ipse, (mesmo), + "-ismo". A base do conceito solipsista é a negação de tudo aquilo que esteja fora da experiência do indivíduo. Seria, no caso, um ceticismo extremado. Tão extremo que a concepção do termo leva em conta, até mesmo, a inexistência do mundo, caso não haja alguém para experimentá-lo. Dessa forma, a sustentação do solipsismo é o empirismo, ou seja, a prática do indivíduo.
Na epistemologia, o solipsismo tem como perspectiva: "Nada se pode conhecer a não ser os próprios conteúdos mentais". Assim, o solipsista - aquele que tem como fundamento o solipsismo - nega tudo que esteja além dele mesmo: "Não posso saber que ao meu lado está uma janela; tudo o que sei é que tenho na minha mente a ideia ou imagem da janela, o que é bem diferente". Já na ontologia, o termo se refere a uma perspectiva mais radical, levando em conta que apenas o "eu" e as próprias experiências são reais, tudo o mais é ilusão. Isso faz com que o indivíduo acredite que nada além dele seja real, nem mesmo as outras pessoas, sendo tudo concepções mentais. Ao longo da história da filosofia, o termo e seu conceito já foram rechaçados por diversos pensadores, como Edmund Husserl e Maurice Merleau-Ponty.

19 comentários:

  1. Me ajudou muito estou cursando filosofia, e assimilar muitos conceitos às vezes se torna uma batalha de fórum íntimo!
    Obrigado
    Mara

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    1. Coisa de maluco esse solipsismo né? huehue

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    2. tipo eu nao estou cursano faculdade , mas estou estudando Empirismo Britanico e Racionalismo e caiu esta palavra no que eu estava estudando e me gerou duvida e graça ao site consegui intender .

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    3. Grato! Ajudou muito a compreender!

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  2. Interessate, mas dentre as ideias filosóficas que se referem à realidade ou existência, essa me parece a mais maluca de todas, hehehe...

    Mas eu entendo como funciona a cabeça de um filósofo. Nem sempre algo dito necessariamente precisa fazer sentido. Como nessa ideia, que põe todo foco no individualismo e esquece todo o resto que compõe não apenas um ser, tangível e emotivo, mas também tudo o que o cerca, continuando existindo ou tendo existido, independente de ter sido experimentado por alguém ou a si próprio.

    Porém, se colocarmos em termos apenas perceptíveis e, como já dito, individuais, fica claro que se uma folha caiu de uma árvore e eu e mais ninguém registrou este momento, pode-se afirmar que nunca ocorreu e portanto é algo inexistente. Ou seja, é quase que uma ciência ou princípio para os meios de registro. Afinal de contas, se não tivéssemos encontrado os ossos dos dinossauros, para nós eles nunca teriam existido.

    Se penso, logo existo, então afirmo que a necessidade da memória, seja ela própria ou de terceiros, faz com que coisas passem a existir. Até mesmo as mentiras, quando contadas sem a preocupação de uma comprovação, seja ela científica, jornalística ou etc.

    Bom, gostaria de agradecer pelo post. Estou no trabalho, em um dia monótono, e ler sobre isso, refletir e escrever me fez aproveitar melhor esses 30 ou 40min que passaram. Sem isso esse período teria sido, com certeza, inexistente em minha vida, hehehehehehe!

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    1. você e que é maluco e não consegue ir além das suas crenças. Estude mais...

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Olá Mailson, acho que essa leitura pode ajudar!

      http://cascavel.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1364

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  4. Não considero uma questão filosófica, a estudar ou debater. Posso estar errada, mas a extrema sensação de irrealidade mais se parece com problema psiquiátrico. Assim como a extrema sensação de si mesmo pode levar a este pensamento e pode ser probelam mental, só com remédio resolve-se.Sem que, com isso, eu esteja dizendo que é tudo ilusão, doença, bobagem. Existem tantas formas de pensar quanto de pessoas e pensar demais ou de menos não pode ser consenso. Basta pensar. Não temos resposta para tudo. Penso, logo existo!

    ana.maria- RJ

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  5. (desculpem, queria escrever PROBLEMA)

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  6. É interessante que o solipsismo tenha por base o empirismo e o mesmo empirismo da orgulhosa ciência. Ou seja, a ciência alicerça a sua casa na areia, mesmo, se formos ver, porque é evidente que há um mundo, uma janela, por exemplo, independentemente de eu experimentá-la ou não até porque uma prova dessa existência é que se eu estiver sonâmbulo, isto é, sem consciência alguma necessária para que haja a tal experiência e pular dessa mesma supostamente imaginária janela e for a janela de um apartamento nas alturas, ora, vou me estabacar lá embaixo, não é mesmo?

    Solipsismo, então, parece ser uma das maiores loucuras que já passaram mesmo pela cabeça de alguém e não é a toa que até mesmo caras puxadores de saco de comunistas como Maurice Merleau-Ponty hajam desprezado tal concepção filosófica.

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  7. O solipsismo, se verdadeiramente compreendido, é a única interpretação válida no sentido de não ser auto-contraditória, isso tanto por análise empírica quanto racional. Porém, não é simples compreendê-lo, pois ele se situa às margens do pensamento, e exige uma postura filosófica que vai de encontro com a própria filosofia. Enfim, seu eu fosse argumentar aqui gastaria todo um livro, o que não é possível aqui. Mas peço a todos interessados no assunto: gastem alguns anos refletindo profundamente sobre a ontologia do solipsismo. E me digam depois: não é a realidade uma loucura absoluta? Pois que toda ciência, incluindo a psicologia, é um fenômeno inevitável tanto quanto a pedra de Sísifo a rolar eternamente. E esquecer da única certeza que podemos ter é o objetivo da vida. Mas, à parte de todas as ilusões, como posso saber de qualquer coisa que não seja eu? É questão de lógica: o eu não pode não ser o eu; uma coisa não pode estar fora de si mesma; e eu (entender o sentido de eu aqui!), não podendo estar fora de mim, não posso saber se existe qualquer coisa fora de mim. Isso não significa, contudo, negar a existência do mundo e das pessoas (que se considera estar fora de mim), pois tais coisas não estão fora de mim, ao contrário, todas elas são eu, e é aí que compreendemos que para compreender o solipsismo é necessário rever a noção de eu que nós temos. O eu não é o meu ego, a minha persona, ou qualquer dos termos psicológicos ou científicos. O eu é a totalidade que sou, não podendo ser expresso de forma melhor porque não há nada antes de mim para eu eu possa definir a mim mesmo. Sou, assim, a própria existência.

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    1. Eu acredito q todos são frutos da minha imaginação

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    2. Estou de acordo com essa linha de pensamento amigo, pois como já disse Descartes, a única coisa que subsiste ao crivo da duvida, é sem duvida o eu pensante, sendo assim tudo mais pode e deve ser posto em duvida.

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  9. Alguém sabe onde posso encontrar um bom livro que fale disso?
    lucianooliveira370@gmail.com

    Agradecido.

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